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Sofia Margarida

Vem descobrir. Vem partilhar. Vem conhecer um mundo que é só meu...

E hoje não sai da cabeça...

E era as folhas espalhadas, muito recalcadas do correr do ano
A recolherem uma a uma por entre a caruma de volta ao ramo

 

E era à noite a trovoada que encheu na enxurrada aquela poça morta
De repente, em ricochete, a refazer-se em sete nuvens gota a gota

 

Era de repente o rio, num só rodopio a subir o monte
A correr contra a corrente assim de trás para a frente a voltar à fonte

 

Um monte de cartas espalhadas des-desmoronando-se todo em castelo

E era linha duma vida sendo recolhida de volta ao novelo

 

Era aquelas coisas tontas, as afrontas que eu digo e que me arrependo
A voltarem para mim como se assim tivessem remendo

 

E era eu, um passarinho caído no ninho à espera do fim
E eras tu, até que enfim, a voltar para mim.

Miguel Araújo - Recantiga

 

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Sofia Margarida nasci em Castelo Branco. Contabilista Certificada formada em Contabilidade e Gestão Financeira, mas toda a vida apaixonada pelas artes, manuais principalmente.

            


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